I never lose. I either win or learn.
(Nelson Mandela)
Em 5… 4… 3… 2… 1… dias: chegamos ao Natal! Consegues acreditar? Ainda ontem demos início a esta contagem decrescente e o grande dia está a chegar!!! É o segundo Natal que passamos aqui no blog e, mais uma vez, convidei o meu mentor natural, o mais genuíno, o mais sangue do meu sangue, a cara do és a cara do teu Pai, o meu Pai | Natal | todos os dias 🙂 ! O meu pai, tal como to apresentei aqui, é um poeta, um escritor, um comunicador: o meu contador de histórias preferido (e olha que eu ouvi muitas, sempre com direito a repetição 😀 😀 😀 )!
Todos os anos, nesta época, ele surpreende-nos com um conto… e como quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto, vou deixar o meu aqui, em pré-produção do que está por contar! O Futuro é um dos meus contos preferidos pela simplicidade do texto e a grandiosidade da mensagem! Se é verdade que todos temos uma criança dentro de nós, acredito que nesta época ela revela o que de melhor e mais autêntico temos, nos nossos sonhos e ações! EU sou uma apaixonada pela Vida e vivo-a em plena curiosidade pelo que está (ainda) por vir! Não é, por isso, de estranhar que todas as estrelas me encantem e iluminem o meu caminho!… E, assim, passo a passo, eu sigo em crescimento e evolução a escrever o meu próprio Conto!
PASSA A PALAVRA NUM CONTO DE NATAL!!!
Autor: Altino Serrano [1]
Praia/dezembro 2015
O Futuro
Na esquina do tempo, encontraram-se três meninos. Não sabiam como aí tinham chegado, donde haviam partido e para onde iam! Mas sabiam o que procuravam!
Muitas coisas os distinguiam, da cor da pele ao modo de vestir, aos sabores da comida de que gostavam…
Em direção a eles, viram aproximar-se um homem, uma mulher, uma estrela e uma ave. O primeiro vinha do norte, a segunda do sul, a terceira do oriente e a última do ocidente…
Era noite e estava frio. Fizeram uma fogueira e sentaram-se todos à volta dela.
Então, os meninos disseram aos visitantes o que procuravam e pediram que lhes contassem histórias das suas terras sobre isso…
O homem, do norte, trouxe a história do frio e a mulher, do sul, a história do calor, que muito os entusiasmaram.
A estrela narrou a história do céu, onde morava, a iluminar a estrada de Deus, que via constantemente. E os meninos perguntaram como é que Ele se vestia, como passeava com os anjos e como recebia as pessoas depois de partirem daqui… Tudo isso, para eles, era um mistério!
A ave, um pelicano, vindo do oriente, contou a história da Terra, Longe – o que intrigou as crianças. Estas lembraram trazer ele um cestinho no bico, ao chegar, que pousou delicadamente. E quiseram saber o que lá leva…
O pelicano põe o cestinho no meio delas e diz-lhes:
– Descubram vocês!
Com mil cuidados, afastam os paninhos. E que encontram? Um Menino, feito Luz! O Futuro que procuravam, como outros meninos, desde o fundo dos tempos!
Era dezembro! Noite de Natal! E as crianças, abraçadas ao Menino-Luz, sonhavam com as prendas no sapatinho, ao acordarem no dia seguinte!
NOTAS:
[1] Altino Serrano é o pseudónimo de José Esteves Rei, professor na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal. Altino Serrano “é o rosto de dois amigos que se encontraram em viagem de comboio, o ‘Arbalète’, entre Belford e Zurique, numa tarde fria de Outono, em 1978” – como se lê em “Registo de identificação”, na sua primeira colectânea de poemas com o título, Hinos… em Louvor da Terra, editada pela Universidade Fernando Pessoa (Porto, 1996: 3).