Though we travel the world over to find the beautiful, we must carry it with us or we find it not.
(Ralph Waldo Emerson)
Nova Iorque é a Cidade que nunca dorme e | ao mesmo tempo | está repleta de sonhadores, descobridores, inspiradores, fazedores… em busca da Oportunidade de uma(s) vida(s)!… Uma Cidade cheia de pessoas que se atropelam | com sentido | à procura da (sua) felicidade! Ninguém lhe fica indiferente e ela é diferente para todos os seus visitantes! Por mais regressos que façamos a esta metrópole, nunca a vivemos da mesma forma: cada visita, cada viagem, cada olhar, cada cheiro, cada som… tudo muda, mesmo quando parece estar tudo igual!…
Hoje não serei eu a levar-te pelas ruas de Nova Iorque, mas estás muito bem entregue! A Marisa vai contar-te como foi descobrir esta Cidade, na certeza de que quando acabares de ler este texto vais querer tanto ir lá quanto nós queremos voltar!…
PASSO A PALAVRA NUMA VIAGEM À CIDADE DOS SONHOS: NOVA IORQUE!
Autor: Marisa de Oliveira
Sou mais do tipo de pessoa que gosta de natureza: paisagens verdes, a frescura dos rios, o som do vento nas árvores, o cheiro a terra, a flores e a árvores… Os meus locais de sonho para viajar são sempre locais de natureza bruta. Mas por algum motivo a vida desafiou-me a ir a Nova Iorque.
Uma bela manhã de dezembro acordei e disse “Hoje vou comprar uma viagem, a que estiver em promoção, não importa o destino!” (façamos um momento de silêncio por este pensamento e tomem atenção ao que vos digo: cuidado com aquilo que dizem a vocês mesmos 🙂 ). O destino daquele dia era Nova Iorque. Nova Iorque: uma cidade! Uma cidade gigante e consumista. Nada a ver comigo. Roguei pragas a mim própria mas decidida como sou, aceitei o desafio. E três meses depois estava a aterrar em J.F.Kennedy Airport.

Sou uma pessoa de sensações e, quando chego a algum lugar, a primeira coisa que faço é sentir a energia do local, e não tenho palavras para o que senti quando cheguei a Nova Iorque. Senti-me estranhamente em casa, como se conhecesse aquele lugar.
Foram sete dias em que me encontrei ao perder-me nas ruas de Nova Iorque…
Viajo a primeira vez de metro. O metro é escuro, sujo, overcrowded… na realidade é mesmo como nos filmes. Sentada na carruagem observo as pessoas: vários rostos, várias culturas e raças, demasiadas pessoas submersas nos seus smartphones e nas redes sociais (new generation, não é verdade?! 😦 ), outras a ouvir música, tão envolvidas no momento que nem percebiam que iam trauteando canções, outras com o olhar perdido no vazio… e eis que preciso de ajuda. Não sei bem onde sair. Quando penso que vai ser difícil alguém reparar em mim e dar um pouco do seu precioso tempo à minha pessoa, descubro que estas pessoas tão fechadas no seu mundo, abrem os seus braços para me ajudar. Não se limitam a dar-me uma resposta seca, mas ajudam-me da melhor forma que conseguem. O meu coração sorriu neste momento. Foi a primeira das muitas vezes que Nova Iorque me fez sorrir.

Saí para além da estação onde devia ter saído, podia ter voltado para trás novamente de metro, mas decidi ir a pé e não me arrependo um segundo de me ter enganado na estação.
Saí em East Harlem e uma vez mais pense… “É exatamente como nos filmes”: são dezenas de lojas e mercados voltados para a cultura afro-americana, igrejas gospel tradicionalíssimas, assim como inúmeras casas de jazz que perpetuam um dos ritmos mais famosos dos Estados Unidos, grupos na rua a beber, a ouvir rap music e a dançar. Harlem é um ícone e não é preciso nenhum guia ou roteiro para ficar a conhecê-lo. Apenas compreender um pouco da história do maior reduto da cultura afro-americana já basta para viver uma experiência única.
Uma das grandes preocupações de quem visita Harlem é a segurança. Claro que redobrei a minha atenção mas não me senti nunca ameaçada ou insegura… senti apenas vários olhares sobre mim, afinal eu era, aos olhos deles, uma betinha, branquinha, loirinha de olho azul a passear o seu troley sozinha à noite pelas ruas de Harlem 🙂 .

Em Nova Iorque todas as ruas são movimentadas, cheias de pessoas, que correm no seu próprio mundo. As ruas são cheias de luzes, cores, sons, cheiros. Todos os nossos sentidos são estimulados ao máximo, tão ao máximo que às vezes o que sobressai são as coisas mais simples…. Porque tudo em Nova Iorque é grande e exuberante, pelo que algo simples parece inacreditável e único.
São inúmeras as lojas de roupas, artigos, souvenirs e tudo em formato gigante. Os teus olhos querem consumir tudo: a beleza da loja Apple, a magia da loja Lego, a doçura da loja M&Ms, os Outlets onde encontras tudo a todos os preços…

Outra coisa que Nova Iorque tem de fantástico são os mercados, onde encontramos de tudo o que é gastronomia e animação. Destaco o Chelsea Market e o Whole Foods Market. Se queremos comer bem, estes mercados são uma aposta ganha.
E para os apreciadores de museus, casas de música, obras de arte…. Nova Iorque é o sítio. Adquiri um NY City Pass antes da minha viagem e pude visitar as principais atrações de Nova Iorque sem estar em filas. Não vou falar de todas, ou este artigo não teria fim. Vou apenas citar duas: o Museu Intrépido do Mar, Ar e Espaço e o Deque de Observação do Top of the Rock.

O Museu Intrépido do Mar, Ar e Espaço para mim foi WOW! É uma das grandes atrações de Nova York. O Museu nada mais é do que um Porta-aviões, onde estão expostos diversos tipos de aeronaves, caças, helicópteros, concordes, um black bird (famoso avião fantasma). O interior do Porta-aviões conta a história das Guerras dos Estados Unidos. São retratadas ao longo do Museu, as duas grandes Guerras Mundiais e especialmente o ataque Pearl Harbor e a resposta americana.
Senti-me uma criança, adorei! Adoro a História do século XX e para mim estar dentro de um porta-aviões foi… uma vez mais WOW!

No Deque de Observação do Top of the Rock temos a melhor vista sobre a cidade de Nova Iorque. Fui perto da hora do pôr-do-sol, consegui arranjar um cantinho onde me pude sentar e ficar a apreciar o sol descer sobre os edifícios gigantes de Nova Iorque. Lágrimas caíram dos meus olhos e lentamente percorreram o meu rosto. Eternizei aquele momento. Senti-me abençoada por aquele momento, por poder estar ali e uma vez mais senti-me estranhamente identificada com aquela cidade. Depressa o dia se tornou noite e então contemplei o céu cheio de estrelas cadentes! Ah! Não eram estrelas, eram aviões… dezenas deles às voltas no céu de Nova Iorque à espera de ordem para aterrar.
Quem vai a Nova Iorque, não pode deixar de atravessar Brooklyn Bridge ao final do dia e ir até Brooklyn Bridge Park ver o pôr-do-sol (outra vez pôr-do-sol? Sim… Nova Iorque está posicionada no sitio certo à hora certa!). Ali, longe do caos e da confusão, no silêncio do nosso íntimo podemos observar o segundo melhor pôr-do-sol de Nova Iorque 🙂 .

Nova Iorque foi cheia de sensações, Nova Iorque vale a pena ser descoberta.
Lembrem-se que cada viagem é única e, para cada pessoa, cada viagem significa algo único e pessoal. Uma viagem nunca é igual à outra…
A próxima viagem leva-nos ao Mr. President: Washington DC!
Até breve!
Marisa
Diana obrigada pelo convite…espero que seja a primeira de muitas viagens neste nosso caminho. És um talento da natureza!
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Marisa: mal posso esperar por conhecer o Mr. President, a Michelle e o Boo :)! Vamos criar uma rubrica para ti neste blog! Um brinde a ti e às nossas parcerias!
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