Dogs do speak, but only to those who know how to listen.
(Orhan Pamuk)
A minha Família é um dos pilares fundamentais da minha Vida (FA-MÍ-LI-A: com origem no Latim, refere-se ao conjunto de pessoas com relação de parentesco que vivem juntas)! À medida que fui crescendo, aprendi que podemos acrescentar à nossa Família outros seres vivos sem qualquer grau de parentesco ou o mesmo sangue, mas com a mesma ligação forte e (tão) relevante!
Tenho um núcleo de Amigas-Irmãs que a Vida me deu, o Coração acolheu e não há quem nos separe, nem distâncias, nem silêncios… Voltando atrás no tempo, na juventude dos meus 14 anos, depois de anos de uma luta de filhos – eu e o meu irmão Nuno – contra os pais – o Pai Zé e a Mãe Céu – conseguimos trazer para a nossa Família o nosso fiel Cãopanheiro | Cãofidente e melhor amigo: Kilas Rei!

Fui daquelas crianças atormentadas por alergias, com a consulta de avaliação anual que terminava sempre com um Não, a Diana não pode ter um cão porque é alérgica ao seu pelo! Foram anos e anos (e anos) com esta resposta… até ao dia em que tudo mudou e Sim, com os devidos cuidados, a Diana pode ter um cão!!! Nesse momento, os meus olhos brilharam tanto como o sol dessa tarde fria de Outono… Seria mesmo verdade?

Lembro-me do dia em que convencemos o Pai Zé a termos um Cão: num sábado frio de Dezembro (01-12-2001), depois de tanta insistência e da promessa de que iríamos ser os responsáveis emocional e financeiramente pelo Cão! Começámos logo a nossa busca pelo novo membro da família Real com a certeza de que o iríamos buscar a qualquer lugar em Portugal!…

No Sábado seguinte saímos cedo de casa, sem contar o motivo aos pais e com Destino ao sul (desculpa, não posso divulgar o local, porque nunca o revelámos ao Pai Zé e eu sei que ele é um fiel leitor do Blog :)!). Não foi uma viagem fácil porque, infelizmente, nem todos os criadores que visitámos tinham as melhores condições para os seus animais! O dia passou e tínhamos esgotado os contactos que levávamos, sem encontrarmos o nosso Cãopanheiro: estávamos desolados!… Lemos e relemos as nossas opções até descobrirmos um asterisco numa criação que tinha nascido há menos de dois meses! A vontade era tanta que arriscámos e fomos visitar o criador!
Lembro-me de entrar na casa e ver num canil o Cão Pai esbelto e corpulento e noutro canil a Cadela Mãe protetora com as suas crias! Fiquei emocionada com tanto amor envolvido nesta imagem! Eu e o Nuno olhámos em volta e vimos logo o nosso Menino: uma escolha mútua e imediata! Aquele focinho era único e apaixonou-nos à primeira vista! Voltámos para casa na melhor das companhias, para espanto dos Pais à chegada quando já trazíamos o novo membro da Família… Começava assim uma história de Amor!

Um amor puro e desmedido que tanto nos acompanhou e envolveu, abraçando quatro gerações da Família Rei: do (Bis)Avô Rei aos Bisnetos Matilde e Francisco! Kilas | o Mau da Fita, para os cinéfilos; e o bom (o melhor) da fita para nós! Meu querido: foram tantos os momentos de felicidade que partilhámos que me é difícil destacar só um!… Foram tantas as corridas, os saltos, os latidos por mais companhia, mais brincadeira, mais mimo, mais festinhas… O que mais me fascinava em ti era a tua generosidade em adaptar a tua energia a quem te acompanhava: eras explosivo comigo e com o Nuno, mas abrandavas para acompanhar os passos do Avô Rei e aceleravas as primeiras corridas dos miúdos… Gostava de aprender a gerir esses equilíbrios e aplicá-los na gestão emocional do meu dia-a-dia!

Tudo na vida tem um tempo | eu sei | mas é tão difícil aceitar isso quando olho para a história da minha vida e tu estás sempre lá! Serás sempre o Melhor Cão do Mundo, o nosso Melhor Amigo… 16 Anos, Buddy!!! 16 anos mais felizes, mais cheios, mais completos… com a certeza de que tudo fizemos para teres uma vida (de Cão) Feliz… Agora, Vai descansar! Encontramo-nos por aí… Como disseram a Matilde e o Francisco no almoço de Domingo: hoje há mais uma estrela no céu, mesmo à beirinha dos bi-vós!

P.S. Manda-lhes um beijinho meu e façam muitas corridas por mim!
Obrigada!…
Di que lindo! Ele foi um bom companheiro, de muitas aventuras com certeza!!!
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Lê, com certeza 🙂 que bom que ele conheceu a Família Brasileira!
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Diana, poucos entenderão a cumplicidade que se estabelece com os nossos bichinhos… são parte da família ❤
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Somos umas privilegiadas em viver esse Amor! 🙂
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